A equipa do Internacional P.B. já se encontra na Superliga Coimbra há algumas épocas. Ainda se lembram dos primeiros passos nas nossas Competições?

Sim, como se fosse ontem! Principalmente o primeiro jogo. Estudámos um pouco as épocas anteriores e quando recebemos o calendário, percebemos que nos tinha “calhado a fava”. O primeiro jogo entrámos muito nervosos e com o peso de jogar contra o campeão da época anterior. Foi uma estreia que nos marcou muito pois perdemos por duas bolas. Sentimos que esse jogo acabou por ter sido o que ditou o título dessa época. Também foi graças a esse jogo que percebemos que podíamos fazer algo mais.

A equipa já estava formada ou já se conhecia?

– A história do Internacional P.B. é bastante interessante. Teve dois caminhos que se cruzaram. Num deles começou como muitas – com um grupo de amigos que jogavam aos sábados. No outro, uma equipa que disputava a SLNF5 no Porto. No Porto, fui um dos responsáveis durante três épocas, e em simultâneo fui convidado pelo Alison para juntar-me ao grupo dos Sábados. Na altura pensei que aquele grupo ainda não era equipa. Um ano depois tudo mudou! Aquele grupo estava entrosado. Na sua essência, o Internacional nasceu num torneio de Verão disputado exactamente nesta altura. Provaram a todos que tinham algo mais. Foi então que o Alison me mostrou que havia ali um núcleo capaz de algo e pediu a minha experiência nesta competição.

Qual foi o principal motivo para integrarem a Superliga, na altura?

– Sem dúvida que foi competir. Somos, vou frisar, TODOS não-federados. Assumimos como a Superliga Nacional de Futebol 5 a nossa liga. Há quem dispute os distritais, há quem dispute no campeonato da INATEL, nós é aqui que nos sentimos bem.

Quanto à presente época, como classifica o estilo de jogo da equipa? Têm alguma forma específica de jogar?

– (Entre risos) Pergunta pertinente. O nome Internacional P.B. não é inocente. O internacional vem da nacionalidade dos elementos. Temos brasileiros, moldavos, franceses e portugueses. Somos todos de origem latina, logo de sangue quente, daí aparece também o P.B. de “patos bravos”. Respondendo então à pergunta, o nosso estilo é “coração”. Algo que temos vindo a mudar e evoluir para “razão”, graças à entrada de um treinador. Futebolisticamente falando, neste momento posso dizer que o nosso estilo é mais defensivo e compacto.

Qual a disposição táctica em que a equipa se sente mais confortável a jogar?

– Jogamos com um 2×2 em losango, pese embora não termos um pivô de raiz, sendo algo que está a ser trabalhado.

Quais as qualidades que realça da sua equipa, e quais as vertentes que gostaria de ver melhoradas?

– Quanto a qualidades, acima de tudo sermos um grupo de amigos. O nosso grupo não se limita a jogar aos domingos. Todos os fins de semana temos um encontro. Sejam aniversários, idas à praia, churrasco, um café ou ver jogos de futebol. Daí termos sempre um grupo que nos apoia nos jogos. A nossa claque é incansável! Devemos-lhes parte do nosso sucesso. O que gostaria de ver melhorado é o nosso temperamento. Alguns adversários aproveitam-se das nossas ansiedades em campo. Também estamos a trabalhar essa vertente.

Qual é o jogador que o impressiona mais na equipa?

– Todos são especiais. Felizmente cada um tem o seu espaço especial. A sua função. Não querendo destacar mas destacando, temos o melhor jogador da liga e isso fala por si, também temos o João Cardoso que, na minha opinião, definitivamente é a maior promessa da SLNF5. Ainda estou à espera da sua chamada à Selecção.

Há algum jogador de outra equipa da nossa Liga que desejasse ter na sua?

– Há bastante qualidade individual neste campeonato. Há alguns que saltam à vista e gostaria de ter (e já tivemos) ao nosso lado. Penso que não podemos pensar só em nós. Ao retirarmos e aliciarmos os melhores jogadores das outras equipas também podemos estar a baixar a competitividade da liga e isso não queremos, por muito que nos tornasse mais poderosos. Também temos parte da responsabilidade na liga que jogamos. Isso tem que ser respeitado.

Há alguma equipa da Superliga Coimbra que o cative pelo seu estilo de jogo, ou mesmo pelas individualidades?

– Claro. Temos bastante respeito pelos Cruyffzinhos e sentimos ser recíproco. Temos uma rivalidade q.b.. Sabemos que, se não fosse o fomentar da competitividade que trouxemos, eles não teriam sido vice-campeões nacionais (Risos).

Existe algum rival da equipa? E porquê?

– A resposta anterior já responde a isso… O Niopi, nesta época, também veio juntar-se “à festa” (risos).

Existe alguma palestra motivadora antes de iniciar os jogos?

– A entrevista está a tornar-se engraçada… Sim! É uma base já enraizada. Rezamos para que ninguém saia magoado, e assinalamos a nossa força de vontade com um grito de guerra entre algumas palavras de apoio dos mais motivados.

Sobre o momento actual, a equipa encontra-se no 3º posto, e com poucas possibilidade de alcançar o título. Quais os objectivos para o que resta da época?

– Verdade… O que é certo é que estamos numa fase de mudança. As mudanças por vezes trazem destas coisas. Para já estamos tranquilos e mantemos o nosso objectivo nos 20 pontos. Ainda temos a taça e nessa vamos focar todas as forças!

Na época transacta, a equipa esteve bem, e tornaram-se vice-campeões. Esta época, as coisas não estão a correr nesse sentido, embora esteja num dos lugares do pódio. O que acha que correu mal?

– Estamos numa época do ano em que há muitos torneios locais. Como referi, esta equipa não tem jogadores federados, jogamos vários torneios locais, e como aconteceu em momentos menos esperados, as pernas não deixaram… Mas isto é parte da nossa essência. Sem visibilidade não conseguimos patrocínios, e assim também aumentamos a competitividade. Só a competir com os melhores podemos ser ainda melhores.

Na próxima Jornada irão defrontar o Cruyffzinhos, actual campeão da Superliga, e que se encontra no 1º posto neste momento. Que antevisão faz desta partida?

– Esta resposta ficará para outras núpcias. Temos a nossa estratégia a ser montada. Será com certeza, e como sempre, um dos melhores jogos do campeonato.

Pelo que já observou das equipas presentes na Superliga Coimbra, que observações retirou das equipas presentes? Acha que a Liga está competitiva, ou há um pequeno lote de equipas que poderá sonhar com o título?

– Comparativamente a outras épocas, esta sem dúvida é a mais competitiva. Temos duas derrotas com equipas que ocupavam os últimos do campeonato, e isto mostra muito.  A equipa com várias das melhores individualidades neste momento ocupa a última posição. Com a experiência que trago da Superliga do Porto, este lote de equipas não deixa nada a desejar às do restante país.

E relativamente à Superliga, acha que, de uma forma geral, tem melhorado de época para época?

– Certamente que sim. Embora reconheça que neste momento a qualidade das equipas de arbitragem não esteja ao mesmo nível. Reconheço uma melhor organização na Superliga de Futebol 5 de Coimbra comparativamente à do Porto, e até mesmo à Superliga de futebol 7, que também conheço.

Que aspectos gostaria de ver melhorados?

– Sem rodeios, a arbitragem. Que pelo menos todos tenham conhecimento das regras desta liga. Não podemos estar sempre a debater as regras dentro de campo. O foco não pode ser esse. Queremos jogar futebol. Posso referir também a qualidade das bolas. Já dos nossos pés não posso falar (risos).

Como classifica actualmente a Superliga Coimbra?

– Como referi, tem a melhor organização das Ligas que até agora participei, mas ainda tem o seu caminho a percorrer. Deixo o desafio de convidarem algumas equipas do país para um torneio estilo “Taça Mondego” (Risos).

Para terminar, gostaria de deixar alguma mensagem aos seus jogadores, ou mesmo a quem nos está a ler?

– A quem nos está a ler e não joga na SLNF5, convido-os a participar em Coimbra. Juntos somos mais fortes.

À equipa… Nunca esmorecer! Uma vez pato bravo, para sempre pato bravo!!!

Aos nossos incansáveis adeptos(as) um MUITO OBRIGADO!!!